segunda-feira, dezembro 03, 2018

Joe Shuster: Entrevista Exclusiva com Thomas Campi

Joe Shuster
Entrevista Exclusiva com Thomas Campi

Todo mundo conhece o Super-Homem, mas nem todo mundo conhece a história dos dois jovens de Cleveland que criaram o Super-Homem. Baseado em material de arquivo e fontes originais, " A história de Joe Shuster: O artista por trás do Superman" conta a história da amizade entre o escritor Jerry Siegel e o ilustrador Joe Shuster e o coloca no contexto mais amplo sobre a origem da indústria americana de quadrinhos.

Em “A História de Joe Shuster: O Artista por trás do Superman”, Julian Voloj e o artista Thomas Scampi traçam um retrato intimista sobre a vida e a obra de Joe Shuster, o primeiro artista do gênero de super-heróis que junto com ser amigo Jerry Siegel criaram o Super-Homem.

Com a publicação de “Joe Shuster” no Brasil pela Editora Aleph em 25 de outubro de 2018, e em homenagem aos 80 anos da publicação da revista Action Comics #1 (DC Comics) que introduziu o Super-Homem em abril de 1938, entrevistamos o artista Thomas Campi. 


Thomas Campi é um premiado artista italiano, que após de viver 6 anos na China, agora é reside permanentemente em Sydney, Austrália. Thomas faz quadrinhos há mais de 18 anos e seu trabalho foi publicado na Itália, Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Suíça, Canadá, Brasil, Coréia, EUA, Reino Unido por editoras como Sergio Bonelli Editore (Itália), Ediciones La Cúpula, LeLombard (França-Bélgica), Dupuis (França-Bélgica), Munhakdongne (Coréia), Coconino (Itália), NBM-Papercutz (EUA), SelfMadeHero (Reino Unido), entre outras.

As graphic novels publicadas pela Dupuis "Les Larmes De Seigneur Afghan", escrita por Pascale Bourgaoux e Vincent Zabus, e Macaroni!, também com roteiro de Zabus, receberam o prêmio Cognito como Melhor Documentário em Graphic Novel na Feira do Livro da Bélgica em Bruxelas em 2014 e 2016, respectivamente.

Em 2014, Thomas recebeu o Prêmio Comic de Ouro do International Spectrum Fantastic Art 21 e em 2015 também foi reconhecido com um Prêmio Ledger de Bronze na Austrália.

Sua última exposição individual foi “Les Petites Gens” no Comic Strip Museum de Bruxelas, na Bélgica. Sua graphic anterior “Magritte-Ceci n'est pas une biographie" de Vincent Zabus, foi publicado em francês pela editora Le Lombard com o apoio do Museu Magritte (Bruxelas, Bélgica) e foi traduzida em italiano (Coconino Press), alemão (Carlssen) e inglês (SelfMadeHero).

A graphic novel "Joe Shuster" escrita por Julian Voloj e desenhada por Campi, recebeu o prêmio Carlos Gimenez na categoria "Melhor Trabalho Internacional" anunciado na Heroes Comic Com em Madrid. "Joe Shuster" já publicada em 7 línguas diferentes em 8 países distintos.

Atualmente, ele está desenhando a graphic novel “L'Eveile” (O Despertar) novamente em  parceria com Vincent Zabus que será publicado pela Delcourt
Super-Homem.COM

Como surgiu a ideia para Joe Shuster?

Essa é para o Julian, acho eu.




Você é fã do Super-Homem?

Eu nunca fui um grande fã de super-heróis, apesar de ter visto muitos dos filmes. Eu sempre estive mais interessado em histórias sobre pessoas normais, mais intimista se você quiser.


Siegel e Shuster foram os fanboys originais, você se identifica com eles?


Sim, absolutamente Eu era como eles. Eu ainda estou. Uma pessoa com um "fogo" por dentro, a paixão por histórias em quadrinhos, por arte e contar histórias, é tudo que eu queria fazer e é tudo o que quero fazer. Minha criança interior ainda está muito viva!

Eu sou um artista profissional há cerca de 20 anos, e quando vejo alguns dos meus artistas favoritos e tenho a chance de conversar com eles, eu me comporto como um fanboy, só quero fazer todas as perguntas que eu sempre quis e, claro, quero pedir um esboço.


A história trata de um período bem específico da vida de Joe Shuster, da adolescência até o ano de 1975, quando os créditos do Super-Homem voltaram para eles. Por que você escolheu esta época da longa vida dele?


Esta é mais para o Julian.


A maioria dos livros sobre criação do Super-Homem se concentra principalmente em Siegel, seu livro tenta uma nova maneira de olhar, da perspectiva de Shuster. Você pode falar sobre essa decisão e as dificuldades em pesquisar sua vida, especialmente entre 1948 e 1975?

Do meu ponto de vista, a dificuldade era encontrar uma maneira de desenhar e representar Siegel e Shuster, já que eu não conseguia encontrar as fotos de todas as fases de suas vidas. Eu tive que criar minha própria versão deles, inspirada pelas fotos e alguns vídeos que eu tinha. Meu foco não era fazer retratos, com rostos realistas, mas traduzir nos desenhos todas as emoções e a atmosfera daqueles velhos tempos.


A quantidade de tempo e trabalho dedicados à pesquisa é claramente notável! É possível ver grandes influências de livros como "Superboys" de Brad Ricca, a Biografia do Larry Tye, até mesmo “Homens do Amanhã” de Gerard Jones. Por quanto tempo você pesquisou antes mesmo de começar o livro? Alguma outra referência principal?

Outra para o Julian.



Você teve a chance de viajar para os locais apresentados no livro? Cleveland? Nova Iorque? Toronto? Você trabalhou apenas em fotografias e poucas imagens disponíveis daquela época?

Infelizmente, eu tive que trabalhar apenas com referência a fotos, mas fiz o meu melhor. Para essas cidades, foi muito fácil encontrar boas fotos, desenhos e vídeos. Mais uma vez, meu foco não foi apenas desenhar todos os detalhes e visões fotográficas das cidades, mas quero dar ao leitor a impressão de um certo tempo, atmosfera e humor.

Somente quando o livro já estava publicado nos EUA, tive a chance de ir a Nova York e finalmente visitei alguns dos lugares que desenhei no livro, foi muito emocionante.



Como foi o processo de trabalho entre vocês dois neste livro? Vocês tiveram um roteiro completo antes de começar? Ou vocês trabalharam em uma versão inicial foram colaborando juntos?

O processo para "Joe Shuster" foi um pouco diferente de todos os quadrinhos que eu já fiz antes. Uma das razões é que eu e Julian moramos em fusos horários diferentes. Eu estou em Sydney enquanto ele está em Nova York, o que dificulta ter conversas telefônicas ou pelo Skype frequentes em relação a roteiros e storyboards, algo que geralmente faço quando estou trabalhando com escritores.

A narração de Julian é cheia de emoção e baseada em uma pesquisa muito sólida, também é escrita em prosa sem especificação de painéis e número de páginas. Ele confiava em minhas habilidades de contar histórias, o que trouxe uma liberdade inspiradora à minha criatividade e à maneira como eu queria contar essa história. Comecei a ler e editar o roteiro durante as noites e fins de semana, pois na época em que o recebi estava trabalhando em outro livro.

Enquanto lia as páginas, comecei a pensar em como eu queria dar à história e aos meus desenhos seu próprio ritmo, então dividi o roteiro de Julian em painéis e acrescentei notas e descrições de como imaginei uma cena. Eu não queria definir tudo com uma linha, nem mesmo nos primeiros passos da criação da página, é por isso que depois de esboçar os storyboards eu simplesmente os pintei sem desenhar, tentando dar uma sensação mais pictórica à final. página, algo que poderia sugerir um determinado humor, descrever um momento sem usar muitos detalhes que poderiam ter preenchido a página, mas não adicionando qualquer emoção.

Entrevista conduzida por Fabio Marques para o site Super-Homem.COM  (3/12/2018).
Leia também a entrevista exclusiva com o escritor Julian Voloj.


Jerry Siegel e Joe Shuster, em West Los Angeles, Califórnia, Janeiro de 1979

A História de Joe Shuster: O Artista por trás do Superman

de Julian Voloj e Thomas Scampi
Editora Aleph, 25 de outubro de 2018
Tradução de Marcia Men
ISBN 978-8576574200
http://www.editoraaleph.com.br/


quarta-feira, outubro 03, 2018

Joe Shuster: Entrevista Exclusiva com Julian Voloj


A História de Joe Shuster


Joe Shuster
Entrevista Exclusiva com Julian Voloj

Todo mundo conhece o Super-Homem, mas nem todo mundo conhece a história dos dois jovens de Cleveland que criaram o Super-Homem. Baseado em material de arquivo e fontes originais, " A história de Joe Shuster: O artista por trás do Superman" conta a história da amizade entre o escritor Jerry Siegel e o ilustrador Joe Shuster e o coloca no contexto mais amplo sobre a origem da indústria americana de quadrinhos.

Em “A História de Joe Shuster: O Artista por trás do Superman”, Julian Voloj e o artista Thomas Scampi traçam um retrato intimista sobre a vida e a obra de Joe Shuster, o primeiro artista do gênero de super-heróis que junto com ser amigo Jerry Siegel criaram o Super-Homem.

Com a publicação de “Joe Shuster” no Brasil pela Editora Aleph em 25 de outubro de 2018, e em homenagem aos 80 anos da publicação da revista Action Comics #1 (DC Comics) que introduziu o Super-Homem em abril de 1938, entrevistamos o escritor Julian Voloj, sobre sua nova graphic novel que acaba de vencer o prêmio Carlos Gimenez na categoria "Melhor Trabalho Internacional" anunciado na Heroes Comic Com em Madrid.

Julian VolojJulian Voloj é fotógrafo e escritor, seu trabalho criativo foca em identidade e herança.

Como fotógrafo contribuiu nos jornais The New York Times, The Washington Post e The Jerusalem Post.
Teve mostras exibidas no Museu Deutsch-Historisches de Berlim, e no Bronfman Center na Universidade de Nova Iorque e no Museum of Arts no Queens. Em 2012, o Consulado Alemão em Nova Iorque, exibiu uma retrospectiva de dez anos de sua fotografia na mostra “Only in America”.

Nos quadrinhos ele escreveu a graphic novel “Ghetto Brother: A Lenda do Bronx” ilustrada por Claudia Ahlering e publicada no Brasil em 2016 pela Veneta Editora, que nasceu do convívio com o ex-líder da gangue Benjamin Melendez.
Super-Homem.COM

Como você teve a ideia? Você é fã do Super-Homem? Siegel e Shuster foram os fanboys originais, você se identifica com eles?


Eu fui fascinado com a história dos quadrinhos americanos por um bom tempo. Vivendo em Nova Iorque, eu tenho quadrinistas e historiadores entre meus amigos. Eu acho que sendo um quadrinista de quadrinhos, você é um fã e, até ser ponto, um geek.

Pesquisando a história de Joe Shuster e Jerry Siegel, havia muitas situações que são familiares. Quadrinhos é uma indústria difícil e muitas vezes há frustrações porque é duro ganhar a vida com quadrinhos. Então, sim, de muitas maneiras me identifico com eles.


A história trata de um período bem específico da vida de Joe Shuster, da adolescência até o ano de 1975, quando os créditos do Super-Homem voltaram para eles. Por que você escolheu esta época da longa vida dele?


Não é apenas um livro sobre a vida de Joe Shuster, mas também sobre a criação do Super-Homem, sobre a história americana e sobre as datas pioneiras da indústria de quadrinhos que foi realmente criada graças ao Super-Homem.


Eu quero que o leitor entenda como esse primeiro super-herói foi criado e como ele criou a indústria como um todo. Para fazer isso, você tem que voltar as suas origens e entender quem eram seus criadores.

Siegel e Shuster vieram da mesma cultura e tiveram uma origem similar, sendo ambos filhos de judeus imigrantes do leste europeu. Eles eram fascinados pela cultura pop contemporânea e tiraram elementos dela para criar o Super-Homem. A dupla identidade vem de Zorro, sua cidade é uma cidade americana moderna, mas também é inspirada no famoso filme (Metropolis, 1927) de Fritz Lang. Sua história de origem lembra a história bíblica de Moisés. De todas essas e de muitas outras fontes eles criaram algo totalmente novo: uma ficção científica do aqui e agora, não de humanos explorando planetas distantes, mas um alienígena (inicialmente um homem do futuro) vindo à Terra e se tornando seu herói.

Eu poderia ter continuado o roteiro até o final da vida de Joe, mas queria terminar com um final feliz. Então o acordo com a DC Comics foi esse tipo de final feliz que foi um bom fechamento para a narrativa, mas na vida real, ainda havia muito drama (que o leitor pode ler em outro lugar). Acho que a conclusão que termina em uma nota feliz funciona, já que é uma história de vida muito triste, mesmo que seja contada de maneira divertida.



A maioria dos livros sobre criação do Super-Homem se concentra principalmente em Siegel, seu livro tenta uma nova maneira de olhar, da perspectiva de Shuster. Você pode falar sobre essa decisão e as dificuldades em pesquisar sua vida, especialmente entre 1948 e 1975?

Siegel era a figura dominante da dupla criativa. Ele escreveu os roteiros, ele negociou com os editores e foi ele quem decidiu ir a julgamento.

Joe seguiu sua liderança, e acho que ele decidiu se juntar a Jerry na lide contra a National Publications (nome original da DC Comics) por causa de sua amizade e solidariedade para com ele.

Inicialmente eu estava planejando escrever a partir da perspectiva de uma terceira pessoa, mostrando as duas vidas em paralelo, mas então eu tive acesso a alguns escritos originais de Joe. A Universidade de Columbia, daqui de Nova Iorque, recebeu uma doação de cartas, documentos legais e outros materiais da década de 1960. Ler sobre as lutas de Joe vindo de sua própria voz me convenceu a torná-lo o narrador.



A quantidade de tempo e trabalho dedicados à pesquisa é claramente notável! É possível ver grandes influências de livros como "Superboys" de Brad Ricca, a Biografia do Larry Tye, até mesmo “Homens do Amanhã” de Gerard Jones. Por quanto tempo você pesquisou antes mesmo de começar o livro? Alguma outra referência principal?

Eu tive muita sorte de ter acesso ao trabalho de outros. Existem toneladas de informações disponíveis. Se você procurar on-line, poderá encontrar gravações de áudio, videoclipes, documentos jurídicos e muito mais.

Meu interesse vem de várias décadas, mas provavelmente comecei a pesquisar seriamente o roteiro por volta de 2010. Em 2013, visitei Cleveland, refazendo seus passos e, em 2014, acessei os documentos que foram doados à Universidade de Columbia, que mudaram drasticamente o roteiro. Creio que no final de 2014 o roteiro estava pronto e meu agente me apresentou a Thomas.



Você teve a chance de viajar para os locais apresentados no livro? Cleveland? Nova Iorque? Toronto? Você trabalhou apenas em fotografias e poucas imagens disponíveis daquela época?


Sim, como mencionei antes, visitei Cleveland em 2013, logo depois de Toronto, e morando em Nova York, a história também está perto de casa para mim.


Um fato curioso, a última residência de Joe em Nova York fica a apenas alguns quilômetros a leste da minha casa no Queens e a cena de abertura é no meu próprio bairro.



Jack Kirby, Bill Finger, Steve Ditko, Jerry Siegel, Joe Shuster e muitos outros criadores sofreram injustiças e viram suas criações sendo removidas deles.
Esta é uma história de interesse humano, Joe Shuster não é um herói, ele é imperfeito, vocês mostram ele como uma pessoa tridimensional e sua longa vida foi cheia de decepções e lutas, desde seu problema de visão, a sua passividade e a tristeza nos anos posteriores e seu breve romance com Jolan Kovacs. O livro pinta um panorama muito realista de sua vida, mas em algumas passagens você escolhe fazer uso de sequências de fantasia para lidar com as injustiças que ele experimentou. Você poderia falar sobre isso?

Era importante tornar a história não em preto e branco. Joe não é apenas uma vítima, mas um ser humano que com certeza cometeu erros.

Os editores não são necessariamente os vilões e, como vemos, Jerry e Joe tiveram bons salários no começo e foram celebridades na primeira década do Super-Homem.

Mas então Jerry decidiu balançar o barco, e Joe se juntou a ele por amizade, e o resto é história.

Alguns afirmam que eles foram ingênuos no início, assinando um contrato que daria os direitos, mas como mostramos no livro, não havia precedentes para aquilo e ninguém esperava que o Super-Homem fosse um sucesso.

Então, da mesma forma que Super-Homem se tornou o modelo para o gênero de super-heróis, esse tipo de contrato se tornou o modelo para futuros contratos. Os quadrinistas e criadores estavam trabalhavam por demanda no modelo de “work-for-hire”, e empresas possuíam a propriedade intelectual das histórias e personagens.

Foi o pecado original. Isso é o que torna a história tão fascinante.



Como foi o processo de trabalho entre vocês dois neste livro? Vocês tiveram um roteiro completo antes de começar? Ou vocês trabalharam em uma versão inicial foram colaborando juntos?

Primeiro escrevi o roteiro completo e o apresentei ao meu agente, que me mostrou o portfólio de vários artistas. Quando eu vi o trabalho de Thomas, eu sabia que ele seria a escolha perfeito e, felizmente, ele gostou do meu roteiro e concordou em trabalhar comigo nisso. Houve pequenas mudanças ao longo do caminho, mas tudo em todo o script permaneceu o mesmo durante todo o processo.




O livro está sendo publicado no Brasil nesta semana, pela primeira vez em língua portuguesa. Esta é a sétima versão estrangeira publicada depois que a americana foi publicada em maio passado. Você criou o original em inglês? Super-Homem é muito popular em todo o mundo, como você vê o sucesso internacional do livro?

Assim como minha primeira graphic novel “Ghetto Brother” (publicada no Brasil em 2016), o roteiro foi escrito em inglês.

Quando apresentei a ideia ao meu agente, ele me disse que o livro tinha um potencial enorme, já que os super-heróis são populares em todo o mundo. Mas ainda assim é bom ver que a história de Joe Shuster agora alcança novos públicos. Embora a história seja bastante conhecida nos EUA, e em outros países, e suponho que isso também seja verdade no Brasil, as pessoas não estão cientes do destino dos criadores de Super-Homem.



Qual é o teu próximo projeto? No que você está trabalhando agora?

Atualmente estou trabalhando em alguns novos projetos. Depois de ter lidado, tanto em “Ghetto Brother” quanto em “Joe Shuster”, com heróis esquecidos que não receberam o reconhecimento que mereciam, agora estou focando em algo totalmente diferente. Juntamente com o artista brasileiro André Diniz, estamos transformando um conto de fadas brasileiro em uma graphic novel para crianças. O projeto ainda está em um estágio inicial, mas será um ótimo livro.

Entrevista conduzida por Fabio Marques para o site Super-Homem.COM  (1/10/2018).
Leia também a entrevista exclusiva com o artista Thomas Campi.
Jerry Siegel and Joe Shuster, arte de Thomas Scampi

A História de Joe Shuster: O Artista por trás do Superman

de Julian Voloj e Thomas Scampi
Editora Aleph, 25 de outubro de 2018
Tradução de Marcia Men
ISBN 978-8576574200
http://www.editoraaleph.com.br/



sexta-feira, maio 18, 2018

80 Anos do Super-Homem: Bate-Papo na Quanta


80 Anos do Super-Homem

O SUPER-HOMEM completa 80 anos e não vamos deixar o aniversário dele passar! 


Do gibi as adaptações de cinema, desenhos animados e sem falar naquele bigode digital! Para falarmos sobre tudo isso resolvemos marcar um bate papo especial GRATÚITO com Fabio Marques, 


Dia 19/05 a partir das 18h30 com distribuição de senhas 30 minutos antes!
Na Quanta Academia de Artes - Rua Dr Jose de Queirós Aranha, 246 - do lado do metro Ana Rosa em São Paulo.


sábado, fevereiro 03, 2018

O Novo Super-Homem de Brian Michael Bendis


O Novo Super-Homem de Brian Michael Bendis

A partir de maio de 2018, Brian Michael Bendis irá assumir o roteiro da uma nova minissérie semanal do Super-Homem: Man of Steel. E em seguida um novo volume da revista Superman começará junto com a edição Action Comics #1001 em julho de 2018;

A primeira história de Bendis na DC Comics será com o artista Jim Lee em ACTION COMICS # 1000, nas bancas em 18 de abril, mas esse é apenas o começo quando se trata de seu relacionamento com o Último Filho de Krypton. Em 30 de maio, Bendis estreia a minissérie MAN OF STEEL, uma minissérie semanal de seis ediçõ. Com seis capas interconectadas desenhadas pelos artistas brasileiros Ivan Reis e Joe Prado, esta série vai abalar a história clássica dos últimos dias de Krypton e o caminho de Kal-El para se tornar um herói icônico, apresentando um novo vilão que conhece um segredo assustador por trás da destruição do mundo natal do Super-Homem. A história de Bendis contará com uma formação incrível de artistas, para celebrar os oitentas anos do Super-Homem, incluindo Ivan Reis, Evan "Doc" Shaner, Ryan Sook, Kevin Maguire, Adam Hughes e Jason Fabok. Um prelúdio para a minissérie MAN OF STEEL, feito por Bendis e o artista Jose Luis Garcia-Lopez estarão disponíveis no dia 2 de maio, na amostra de pré-visualização DC NATION # 0.

Em julho, mais fogos de artifício estão nas bancas para nenhum fã botar defeito, os dois títulos regulares do Super-Homem, ambos escritos por Bendis.

Em 11 de julho estreia SUPERMAN #1, com arte de Ivan Reis. A conclusão de MAN OF STEEL surpreenderá os fãs e o próprio Super-Homem, e o arco da história de estréia mergulhará profundamente em suas conseqüências, com a ajuda do co-escritor Peter J. Tomasi e pelo co-roteirista/artista Pat Gleason.

E em 25 de julho, ACTION COMICS retoma com a edição #1001; com a arte de Gleason, Bendis vai entregar histórias mais focadas em novos personagens clássicos e introduzir novos personagens (heróis e vilões) e destacar mais Clark Kent e seu papel no Planeta Diário. ACTION COMICS também dará uma olhada em como as ações do Superman impactam o DC Universe.

sábado, janeiro 20, 2018

Action Comics #1000: O Verdadeiro Super-Homem Retorna!

O Verdadeiro Super-Homem Retorna em Action Comics #1000


ACTION COMICS #1000, arte de Jim Lee e Scott Williams, cores por Alex Sinclair

Brian Michael Bendis estréia sua primeira história para DC Comics e o escritor veterano Marv Wolfman com uma história baseada na arte não publicada por Curt Swan.
O elenco estelar inlui Richard Donner, Geoff Johns, Peter J. Tomasi, Pat Gleason, Dan Jurgens, Brad Meltzer, Louise Simonson, Jerry Ordway, Tom King, Scott Snyder e muito mais.

A DC estará celebrandoa milésima edição de ACTION COMICS - o mais antigo título de quadrinhos continuamente publicado desse na história, a série que introduziu o Super-Homem para o mundo e o título que lançou o gênero super-herói em 1938. A capa desenhada por Jim Lee apresenta um novo uniforme que integra uma variedade de elementos clássicos e novos, incluindo o calção vermelho do Homem de Aço.
"ACTION COMICS # 1000 representa um momento definitivo na história, não apenas dos quadrinhos, mas do entretenimento, da literatura e da cultura pop", disse Lee. "Não existe uma maneira melhor para celebrar a popularidade duradoura do Super-Homem do que dar lhe um visual que combina alguns novos elementos com as características mais emblemáticas do seu design clássico".
A edição estará disponível em nas lojas de quadrinhos e digitalmente em 18 de abril, celebrando o octagésino aniversário de Action Comics #1. A milésina edição apresenta a estréia na DC do aclamado escritor Brian Michael Bendis em uma história de 10 páginas da Super-Homem com arte de Jim Lee. A revista ainda incluirá duas histórias de 15 páginas de duas das mais populares equipes da atualidade: o escritor de SUPERMAN Peter J. Tomasi e o artista Pat Gleason, bem como o escritor e artista da ACTION COMICS, Dan Jurgens.

"A milésima edição da ACTION COMICS é um marco incrível na cultura pop e um testemunho da visão de Jerry Siegel e Joe Shuster", disse o editor da DC, Dan DiDio. "Sem este livro, juntamente com a imaginação fértil de Siegel e Shuster e sua criatividade ilimitada, o lugar do super-herói na literatura teria sido extremamente diferente, se não totalmente inexistente".

Este gibi é um colecionável obrigatório, e também contará com arte inédita de Curt Swan, cujo estilo dinâmico e icônico muitos consideram o olhar definitivo para o Homem de Aço ao longo da eras de ouro e de prata dos quadrinhos. O aclamado escritor de DC, Marv Wolfman, roteiriza uma história baseada neste conteúdo nunca antes visto. Além disso, a edição incluirá uma coleção de histórias bônus memoráveis ​​de alguns dos nomes mais famosos em quadrinhos e entretenimento.

Os contribuintes para este momento único incluem o lendário diretor de cinema Richard Donner e o escritor mais vendido do New York Times Geoff Johns, com arte de Olivier Coipel. Outras equipes criativas contribuintes incluirão Paul Dini com José Luis García-López; Tom King com Clay Mann e Jordie Bellaire; Brad Meltzer com John Cassaday e Laura Martin; Louise Simonson com Jerry Ordway; Scott Snyder com Tim Sale e mais para ser anunciado. Esta HQ de comemoração é apenas o começo; No próximo mês de março será lançado toda a linha de super-heróis DC para o mês de abril com uma série de capas de variantes temáticas do Superman e ainda mais por vir. Confira o site em www.dccomics.com ou o canal DC YouTube para obter as últimas notícias sobre o último filho de Krypton e seu ícone de elevação para cultura pop.