quinta-feira, dezembro 29, 2011

As Aventuras do Superman #2 chega as bancas

As Aventuras do Superman #2

Após 4 meses, a Abril Jovem anunciou a publicação do segundo número do título As Aventuras do Superman. E como era de se esperar, não é material selecionado e a seleção não é das melhores histórias nem nada, nem é a fase completa do Aluir Amancio e nem do Mark Millar como se anunciou por aí. A editora paulista está apenas adaptando para o português os quatro trade paperbacks (encadernados) em formato digest (formatinho) que a DC Comics montou e publicou entre 2004 e 2006. Esse número 2 que deve sair nas bancas agora em janeiro é a republicação de Superman Adventures Digest Vol. 3: Last Son of Krypton lançado originalmente pela DC em março de 2006 e que republicou as histórias de Superman Adventures #30 a #34.

Por algum motivo desconhecido a Abril pulou o primeiro número americano, Superman Adventures Digest Vol. 1: Up, Up and Away! com as histórias de Superman Adventures #16, #19, #22 e #24, pois no número 1 de As Aventuras do Superman, publicado em setembro de 2011, era a versão brasileira de Superman Adventures Digest Vol. 2: The Never-Ending Battle. Assim provavelmente em maio teremos As Aventuras do Superman #3 com o conteúdo que foi publicado em Superman Adventures Digest Vol. 3: The Man of Steel. E o mesmo acontecendo em Liga da Justiça Sem Limites, Novos Titãs e Batman.

Para quem quiser acompanhar uma prévia do que vem por aí:
  • Superman Adventures (Digest size) Vol. 1: Up, Up and Away, September 2004, ISBN 978-1401203313: Superman Adventures #16, 19, 22-24
  • Superman Adventures (Digest size) Vol. 2: The Never-Ending Battle, September 2004 ISBN 978-1401203320: Superman Adventures #25-29; Publicada no Brasil como Aventuras do Superman #1

  • Superman Adventures (Digest size) Vol. 3: Last Son of Krypton, March 2006, ISBN 978-1401210373: Superman Adventures #30-34; Publicada no Brasil como Aventuras do Superman #2

  • Superman Adventures (Digest size) Vol. 4: The Man of Steel, March 2006, ISBN 978-1401210380: Superman Adventures #35-39
Segue a sinopse oficial da Editora Abril:

As Aventuras do Superman #2
Editora Abril Jovem, Janeiro de 2012
100 páginas coloridas em formatinho

Nova revista, baseada nos desenhos animados da DC Comics exibidos pelo Cartoon Network: 100 páginas, 5 histórias inéditas. Entre elas, O Último Filho de Krypton.

quinta-feira, novembro 24, 2011

Superman e Muhammad Ali na Panini Comics Brasil

Superman e Muhammad Ali ganha edição de luxo

No canto vermelho: lançado do planeta Krypton e energizado pelo sol amarelo da Terra, está o Homem de Aço… Superman!

No canto azul: criado em Louisville, Kentucky, e energizado pelo estudo contínuo da nobre arte, está o Maioral em pessoa…Muhammad Ali!

Juntos, o Último Filho de Krypton e o Campeão são dois dos maiores combatentes que nosso mundo já conheceu. Agora, eles devem encarar o seu maior desafio até aqui: um ao outro!

Uma armada alienígena ameaça a Terra com destruição total a menos que seja escolhido um campeão para lutar pela nossa existência. Superman e Ali são forçados a duelar em um ringue de boxe para decidir quem terá tal honra.

Será necessário o empenho dos dois heróis para deter a ameaça extraterrestre. Mas como os dois lutadores poderão atuar juntos quando somente um continuará de pé?

Um clássico dos quadrinhos finalmente ganha uma edição de luxo pela Panini Comics. Dos lendários criadores Dennis O´Neil,Neal Adams, Dick Giordano e Terry Austin, Superman vs. Muhammad Ali se tornou um clássico instantâneo e controverso quando de seu lançamento em 1978.

Superman x Muhammad Ali tem 100 páginas, formato 19 x 28,5 cm em capa dura e custará R$ 22,90.

http://www.paninicomics.com.br/

domingo, novembro 20, 2011

A Vida do Super-Homem, EBAL, Outubro de 1983

A VIDA DO SUPER-HOMEM
EBAL, Rio de Janeiro, Outubro de 1983


DE KRYPTON À TERRA,
A ESPETACULAR SAGA DO MAIOR HERÓI DE OS TEMPOS!

EDIÇÃO COMEMORATIVA DOS 45 ANOS
DA PRIMEIRA APARIÇÃO DO SUPER-HOMEM


Diretor-Presidente: Adolfo Aizen
Diretor-Superinitendente: Paulo Adolfo Aizen
Diretor Editorial: Naumim Aizen
Diretor Industrial: Fernando Albagli
Tradução: Lúcia Machado
Supervisão Editorial: Otacílio d'Assunção Barros
Publicado no Brasil: Outubro de 1983

A VIDA DO SUPER-HOMEM foi publicada, no original,
na revista Action Comics, n.° 500, de oulubro de 1979



ACTION COMICS #500
DC COMICS, New York, October, 1979

"The Life of Superman"
Capa: Ross Andru e Dick Giordano
História: Martin Pasko
Desenhos: Curt Swan e Frank Chiaramonte
Cores: Adrianne Roy
Supervisão e Edição: Julius Schwartz

(C) 1983, DC Comics. Todos os direitos reservados.

quinta-feira, novembro 03, 2011

Superman: Grounded de JMS chega no Brasil


A Panini Comic Brasil vai começar nesse mês de novembro de 2011 a publicar o arco de histórias que J. Michael Straczynski rescreveu para o Super-Homem no ano que passou. Nenhuma novidade de verdade, afinal a Panini está apenas republicando as coisas na ordem certa como sempre. A novidade é a decisão de publicar a revista Superman #108 com três capas diferentes. Essa é a primeira vez que isso acontece na história do personagem no Brasil. A capa principal será uma versão nacional da capa de Superman #701 e as duas capas alternativas serão baseadas nas capas originais de Superman #700. O conteúdo da edição irá republicar as histórias de Superman #700 e #701.



SUPERMAN #108
Após a queda de Novo Krypton, Superman tenta se recuperar do trauma de perder mais uma vez seu povo. Para isso, ele vai rodar os EUA tentando restabelecer o que o faz ser um herói. E vai fazer isso a pé! Uma nova e espetacular fase na trajetória do Homem de Aço começa! Por JM Straczynski e Eddy Barrows. E ainda: Lex Luthor retorna a Metrópolis e retoma seu antigo status de megaempresário. Pena que sua vida pode não durar o tempo necessário para comemorar!

Formato americano (17 x 26), 76 páginas.
Papel Pisa Brite, R$ 6,50.
Distribuição nacional. Capa couché.

terça-feira, novembro 01, 2011

As Melhores Lojas de Quadrinhos de São Paulo

As Melhores Lojas de Quadrinhos de São Paulo



Com o fechamento temporário da minha comic shop favorita, a Super Comics do meu amigo Eder Russo, fiquei meio orfão de uma loja física de quadrinhos. Continuo comprando coisas novas pela westfieldcomics.com e coisas antigas na milehighcomics.com e na mycomicshop.com. Mas mesmo assim resolvi fazer um ranking das melhores lojas de quadrinhos que existem aqui em São Paulo.

Estive em praticamente todas elas, em breve vou postar umas fotos e uma resenha das melhores. Em algumas sou cliente frequente, em outros só visito pra fuçar e comparar preços. Mas tem algumas que não estive fisicamente, as menorzinhas que invariavelmente vendem mais mangás do que hqs, assim não responsabilizo se deixarem de existir nos próximos meses ou anos. Tocar uma loja de gibi no Brasil, mesmo em São Paulo, ainda é uma grande aventura...

Sinto saudades dos papos, dos dias e horas que passei nas falecidas Alex Comics, Rocket Comics e Forbidden Planet. A Super Comics continua funcionando, por enquanto está atendendo da mesma forma especial e particular no e-mail supercomics@uol.com.br, e em breve o site estará disponível novamente.



Super Comics
Rua Gandavo, 58
Vila Clementino
São Paulo, SP
11 5579-4762
supercomics@uol.com.br
Comix Book Shop
Alameda Jaú, 1998
Jardim Paulista
São Paulo, SP 01420-002
11 3088-9116

Terramédia/Devir Livraria
Rua Teodureto Souto, 642
Cambuci
São Paulo, SP 01539-000
11 2127-8752

Rika Comic Shop
Rua Augusta, 1371, Loja 10/11
Consolação
São Paulo, SP 01305-100
11 3284-4908

Gibiteria
Praça Benedito Calixto, 158, Loja 11
Jardim Paulista
São Paulo, SP 05406-040
11 3167-4838
HQ Mix Livraria
Praça Franklin Roosevelt, 142
Consolação
São Paulo, SP 01303-020
11 3258-7740
Livraria Cultura
Livraria Saraiva
Livraria FNAC
Livraria da Vila
Livraria Siciliano

O Cara dos Quadrinhos
Rua 24 de Maio, 62, Loja 329
República
São Paulo, SP 01041-000
11 3337-3804

Esconderijo dos Heróis
Avenida São João, 324
Centro
São Paulo, SP 01036-000
11 3225-9913
Espaço Multiverso HQ
Rua Cardeal Arcoverde, 422
Pinheiros
São Paulo, SP 05408-000
11 2361-2201
Moonshadows Livraria
Rua Treze de Maio, 966
Bela Vista
São Paulo, SP 01327-000
11 3266-3916
Castelo do Gibi Gibiteria
Rua Parapuã,481, Loja 2
Freguesia do Ó
São Paulo, SP 02831-100
11 3923-2340
Fonomag
Rua da Glória, 242
Liberdade
São Paulo, SP 01510-000
11 3104-3329
Cidade de Papel
Rua Nazaré Paulista, 267
Vila Madalena
São Paulo, SP 05448-000
11 3868-1544
Anime Hunter
Avenida Liberdade, 363, Loja 310
Liberdade
São Paulo, SP 01503-000
11 3272-8426
Anime Jump Manga Store
Avenida Liberdade, 363, Loja 313
Liberdade
São Paulo, SP 01503-000
11 3271-4477
KyoHQ! Comic Shop
Rua Serra de Juréa, 35 A
Tauapé
São Paulo, SP 03323-020
11 2227-1132
JWorld
Avenida Jabaquara, 760, Loja 21
Praça da Árvore
São Paulo, SP 04046-100
11 5071-0430
Livraria Sol
Praça da Liberdade, 153
Liberdade
São Paulo, SP 01503-010
Oficina Cultural Revistaria
Rua Augusto de Tolle, 1029
Santana
São Paulo, SP 02405-001
11 2950-2982

segunda-feira, outubro 10, 2011

Claquete: Final de Smallville e o Super-Homem


Claquete: Final de Smallville e o Super-Homem

Com a exibição do último episódio da décima temporada de Smallville pelo canal americano CW, a Best Radio Brasil apresentou em 19 de maio de 2011, um bloco especial do programa Claquete sobre o final da série. O apresentador Paulo Maffia e Fabio Marques bateram um papo sobre a série, a criação do Super-Homem e o que o futuro reserva para o Homem de Aço.

quinta-feira, agosto 18, 2011

Loucos por Séries: 10 anos de Smallville



Loucos por Séries: 10 anos de Smallville

Com a exibição do último episódio da décima temporada de Smallville pelo Warner Channel, o canal ImagineTV da TVA , apresentou em julho de 2011, um especial do programa Loucos por Séries em celebração dos 10 anos de Smallville. O apresentador Paulo Gustavo Pereira e Fabio Marques fizeram uma retrospectiva da série que narrou as aventuras e do amadurecimento do jovem Clark Kent como o Super-Homem.

quinta-feira, agosto 04, 2011

The Man of Steel Official Press-Release

Warner Bros. Pictures and Legendary Pictures have provided the first look at the new “Man of Steel,” revealing star Henry Cavill as Superman in the film from director Zack Snyder.

The film also stars three-time Oscar® nominee Amy Adams (“The Fighter”) as Daily Planet journalist Lois Lane, and Oscar® nominee Laurence Fishburne (“What’s Love Got to Do with It”) as her editor-in-chief, Perry White. Starring as Clark Kent’s adoptive parents, Martha and Jonathan Kent, are Oscar® nominee Diane Lane (“Unfaithful”) and Academy Award® winner Kevin Costner (“Dances with Wolves”).

Squaring off against the superhero are two other surviving Kryptonians, the villainous General Zod, played by Oscar® nominee Michael Shannon (“Revolutionary Road”), and Faora, Zod’s evil partner, played by Antje Traue. Also from Superman’s native Krypton are Lara Lor-Van, Superman’s mother, played by Julia Ormond, and Superman’s father, Jor-El, portrayed by Academy Award® winner Russell Crowe (“Gladiator”).

Rounding out the cast are Harry Lennix as U.S. military man General Swanwick, as well as Christopher Meloni as Colonel Hardy.

“Man of Steel” is being produced by Charles Roven, Emma Thomas, Christopher Nolan and Deborah Snyder. The screenplay was written by David S. Goyer, from a story by Goyer and Nolan, based upon Superman characters created by Jerry Siegel & Joe Shuster and published by DC Comics. Thomas Tull and Lloyd Phillips are serving as executive producers.

Currently in production, “Man of Steel” is slated for release on June 14, 2013 and will be distributed worldwide by Warner Bros. Pictures, a Warner Bros. Entertainment Company.





domingo, julho 10, 2011

Look Ma - No Wires!


Super-Homem está de volta!

Em 1978, o estúdio Warner Brothers e os produtores Ilya e Alexander Salkind (pai e filho) produziram o que seria o longa-metragem definitivo sobre quadrinhos. Apresentando o primeiro e maior super-herói da história, Superman: O Filme dirigido por Richard Donner cumpre todas as promessas que faz e supre todas as expectativas do mais ardoroso fã de quadrinhos e do Super-Homem. "Você vai acreditar que um homem pode voar (You'll believe a man can fly)" era o que diziam os pôsteres antes do lançamento em 25 de Dezembro de 1978. Esse filme tornou-se a primeira apresentação série de um personagem de quadrinhos na sétima arte. E para tal feito, não se poupou esforço nem talento. No grupo que compõe a equipe que produziu o filme, estão atores e atrizes consagrados, além de técnicos e escritores premiados.

A começar pelo texto. Para escrever a mitológica saga do último filho de Krypton, foi contratado o escritor de romances Mario Puzo, vencedor de dois Oscar pelo roteiro dos clássicos O Poderoso Chefão (1970) e O Poderoso Chefão II (1972), ambos de Francis Ford Coppola. Baseando nos quarenta anos de quadrinhos do personagem até em então e em dicas de Elliot S! Maggin, roteirista dos quadrinhos na época e escritor dos romances The Last Son of Krypton (1978) e da adaptação literária de Kingdom Come (1997), Puzo traçou a origem do personagem e suas primeiras aventuras na Terra de forma grandiosa e épica, o texto tornou-se o caminho a ser seguido e foi utilizado no desenvolvimento dos roteiros do filme original e sua seqüência Superman II (1980) de Richard Lester. O roteiro adaptado a partir do texto de Puzo, foi escrito a seis mãos por Robert Benton, David Newman e sua esposa Leslie Newman.

Robert Benton, vencedor de dois Oscar pela direção de Kramer vs. Kramer (1979) e pelo roteiro de Um Lugar no Coração (1964) já havia trabalhado com David Newman no roteiro do musical da Broadway: It’s a Bird, it’s a Plane, it’s Superman! (1966) e no filme Uma Rajada de Balas (1967) em que ambos haviam sido indicados para um prêmio da Academia de Hollywood, o que tornou fácil a realização um roteiro leve e inteligente para o filme do Homem de Aço. Além disso, por medo do produtor executivo Pierre Spengler, o diretor Richard Donner, de A Profecia (1976) contou com o suporte criativo de Tom Mankiewicz, roteirista de 007 Os Diamantes são Eternos (1971) e Com 007 Viva e Deixe Morrer (1973) durante as filmagens do filme.

Tantos talentos para apenas um roteiro de um filme de quadrinhos, alardeavam os críticos da época. E era exatamente isso que a Warner Brothers, dona da DC Comics, temia. Assim também exigiu a presença de um elenco de primeira grandeza. Com o roteiro de Puzo e um contrato de 3 milhões de dólares por apenas 5 cenas, conseguiram a participação de Marlon Brando para interpretar o papel de Jor-El, o pai kryptoniano do herói. Brando numa atuação impecável, mostra por que é considerado o maior e melhor ator que o cinema já teve, apesar de interpretar um papel simples e leve, ele alcança uma profundidade no personagem que arrepia até o mais frio espectador. Para o papel de Lex Luthor, foi chamado o competente Gene Hackman, vencedor do Oscar por Operação França (1971) de William Friedkin. Até os papeis secundários foram interpretados por lendas do cinema: Terence Stamp emprestou sua sutileza ao General Zod, Jackie Cooper mostrou sua energia como Perry White, Glenn Cooper tocou o público como Jonathan Kent e a jovem Margot Kidder fez a Lois Lane mais inteligente até hoje. Mas havia dois personagens que não conseguiam ser escolhidos.

Os produtores consideraram inúmeros atores famosos para o papel duplo de Clark Kent e Super-Homem. Desde Robert Redford até Muhamad Ali (não é brincadeira). Quando decidiram por um jovem ator de teatro desconhecido: Christopher Reeve. A mágica estava completa. Reeve conseguiam a impressionante proeza de vestida uma roupa azul e uma capa vermelha, sem parecer ridículo. A charmosa e inteligente atuação dele impressionou até críticos que viam uma adaptação de quadrinhos com desdém. Donner sempre temia que Reeve fosse muito magro e fraco para o papel e contratou o atleta David Prowse para treina-lo, esse havia “interpretado” o papel de Darth Vader em Guerra nas Estrelas (1977) de George Lucas. Também da saga estelar, Superma: O Filme emprestou o maestro John Williams para compor o que seria o hino do personagem para toda a eternidade. A fotografia ficou por conta de Geoffrey Unsworth de 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968) e Cabaret (1972). Após quase uma década para sua preparação, dois anos de pre-produção e 55 milhões de dólares, Super-Homem chegou a tela prateada de forma espetacular. Arrecadou US$ 134.218m nos EUA, recebeu três indicações para Oscar: Fotografia, Trilha Sonora e Som e um Oscar Especial pelos magníficos efeitos visuais que fizeram o mundo acreditar que um homem podia voar.

Agora, em Maio de 2001, a Warner Brothers está preparando o último capítulo dessa linda história. Após um ano restaurando a película original do filme com a supervisão de Richard Donner, o estúdio prepara para relançar o filme nos cinemas e em DVD numa versão especial com 8 minutos a mais, criados a partir de cenas que não foram utilizadas originalmente, incluindo uma nova cena com Marlon Brando e Christopher Reeve atuando “juntos” na Fortaleza da Solidão. A versão original tinha 143 minutos.

A versão DVD será infinitamente superior a última versão digital do filme em LD (Laserdisc) lançada em 1990, em dois discos e contendo:

Quatro documentários produzidos especialmente para esse lançamento:

The Magic Behind the Cape: Sobre os efeitos visuais revolucionários.
Superman: Filming the Legend: Sobre a produção e o lançamento de 1978.
Screen Tests: Sobre a escolha dos atores que fomaram o elenco.
Taking Flight: The Developing of Superman: Sobre a pre-produção do filme.

Comentário em áudio em todo o filme por Richard Donner e Tom Mankievicz.

As audições para os papéis de Super-Homem e Lois Lane.
Diferentes releituras na trilha sonora para oito cenas diferentes.
Uma faixa em Dolby 5.1 para a magnífica trilha composto por John Williams.
Duas cenas perdidas que nunca foram usadas no filme totalizando 20 minutos de material inédito.
Web-ROM interativo dentro do DVD contendo Storyboard to Screen, demonstrando e comparando os desenhos de produção as cenas do filme.

Dois trailers originais de cinema.
Biografia e Filmografia do Elenco e do Diretor.
Legendas em Inglês, Francês, Espanhol e Português.
Trilha restaurada e remixada em Dolby 5.1

Além da versão especial do filme o DVD conterá a filme original do filme como foi lançado há 23 anos atrás em WideScreen (formato letterbox 2.35:1 para TV 3:4 e 16x9) . Junto ao lançamento do filme original em DVD, a Warner estará lançando as seqüências: Superman II (1980) e Superman III (1983) ambos dirigidos por Richard Lester e Superman IV: Em Busca da Paz (1987) de Sidney J. Furie. Todos em WideScreen e contendo o trailer original de cinema. Haverá também o lançamento de um Box-Set com os quatro filmes em uma luxuosa caixa especial. Novamente, a Warner não está poupando esforços para o primeiro e maior super-herói que o mundo já conheceu.

Artigo originalmente publicado em omelete.com.br, 21 de março de 2001.

This is no fantasy - no careless product of wild imagination.


Superman: O Filme
Superman: The Movie, 1978, EUA

Num sábado à tarde de junho de 1979, meu pai me leva ao cinema para assistir a Superman - O Filme. Eu tenho cinco anos. Tudo está perfeito: um saquinho de pipocas no colo, meu pai ao lado para explicar o que eu não entender e – o mais importante – uma história em quadrinhos prestes a ganhar vida.

O filme começa. Estamos em junho de 1938. Um garoto folheia um exemplar da mítica Action Comics. O desenho fixa-se no prédio do Planeta Diário e, em seguida, somos lançados ao espaço, onde se desenrola uma impressionante seqüência de créditos iniciais. Quando os nomes dos atores principais são apresentados, surge o famoso emblema acompanhado do título: Superman! Finda a viagem pelo cosmo, vemos um planeta azul orbitando um sol vermelho. O resto é história.

A NOVA VERSÃO EM DVD

Mais de vinte e um anos se passaram. Já assisti ao filme inúmeras vezes, mas, só agora, a experiência de revê-lo beira a que povoa minhas recordações. Explico: acabo de assistir à nova versão em DVD. Tudo está lá novamente e nem preciso do saquinho de pipoca. Meu herói favorito continua vivo e mais real do que nunca. As cores estão vigorosas, os efeitos visuais, perfeitos, as feições e os cenários, nítidos como jamais estiveram. As cenas acrescidas não tornaram o filme mais lento. Ao contrário, deram força à narrativa.

O que me surpreende em Superman – O Filme é o ritmo sereno, a certeza de que tudo tem seu tempo. O diretor Richard Donner não se apressa em mostrar os fantásticos efeitos que nos fizeram crer que um homem podia voar. O Super-Homem, de uniforme e capa, demora 45 minutos para surgir na tela, e quando o faz, fica óbvio que a decisão não podia ser mais acertada. Nesta nova versão, ainda foram incluídos mais cinco minutos antes do Homem de Aço fazer seu debut glorioso em Technicolor.

TRÊS EM UM

O filme, na verdade, não é apenas um, mas três. Donner e seu consultor criativo Tom Mankiewicz, que refez o roteiro original, dividiram-no em momentos bem distintos. O primeiro deles trata-se de uma ficção científica. Marlon Brando, como Jor-El, confere à trama um tom quase religioso. O planeta Krypton é frio, pálido e, de certa forma, triste. Evoluídos ao extremo do ceticismo e da prepotência, os kryptonianos enxergam-se como senhores do universo, imortais e indestrutíveis. É essa vaidade que torna impossível vislumbrarem seu fatídico destino. A nova versão traz duas cenas extras que, embora acrescentem pouco, explicam a existência e o funcionamento da Zona Fantasma.

Quando Kal-El chega à Terra, tem início a segunda parte. Agora, estamos diante de um drama rural. As cores campestres substituem os tons monocromáticos que imperavam antes. Vemos a Americana do pintor Norman Rockwell. Os temas do american way of life fazem-se presentes nas plantações e nos valores do casal Jonathan e Martha Kent, os pais adotivos do filho das estrelas.

A nova versão traz neste início duas cenas extras: a primeira apresenta, no trem que Clark desafia, a ainda menina Lois Lane, cujos pais são interpretados por Noel Neil e pelo saudoso Kirk Alyn, respectivamente Lois Lane e Clark Kent do seriado de 1948; a segunda mostra o amanhecer em uma fazenda de Pequenópolis, Kansas. Martha prepara o café da manhã para seu filho; mais uma propaganda do matinal Cheerios. É curioso que, em vários momentos de sua história, o Super-Homem tenha sido patrocinado por cereais. A Kellogs marcou presença tanto na radiossérie dos anos trinta quanto nos episódios para TV da década de cinqüenta.

A terceira parte começa em Metrópolis. Mais uma vez, é quase outro filme. Nada de ficção científica e muito menos de drama rural, seu tom beira a comédia romântica povoada sátiras, ironias e paródias, mas sem perder o toque grandioso. Brincadeiras, como a da cabine telefônica quando Clark precisa se transformar no Super-Homem, mesclam-se perfeitamente com cenas de ação como o resgate simultâneo de Lois e de um helicóptero.

RESTAURAÇÃO METICULOSA

Na nova versão, as cenas estão limpas e claras. Nem parecem ser de 1978, época em que não havia efeitos digitais. Foi meticulosa a restauração de imagens e sons empreendida pela equipe de Donner, como os retoques de cores e iluminação nos poucos trechos originais em que o traje ficava esverdeado. As imagens extras, no entanto, foram alvo de maiores esforços. É o caso das demonstrações de superpoderes, ausentes em 1979, que receberam o realce de efeitos digitais. As demais seqüências acrescentadas têm poucas importância, mas é saboroso ver Clark Kent cruzar com um pedestre interpretado por Richard Donner. Destaque também merece a trilha sonora composta por John Williams, pela primeira vez, em Dolby Surround 5.1.

A versão aqui resenhada é a americana Região 1, lançada no início de maio pela Warner Home Video. Nos EUA, foram postos à venda cinco títulos: os quatro filmes e uma caixa com todos eles reunidos. Apenas o primeiro, agora em widescreen (2.35:1), foi restaurado e expandido. Seu disco consta de três faixas de som – a trilha propriamente dita, as composições de John Williams e os comentários de Richard Donner e Tom Mankiewicz –, dois trailers originais de cinema, o da televisão americana e três documentários sobre a pré-produção, a produção e a pós-produção, em que são entrevistados, além de Donner e Mankiewicz, o editor Stuart Baird e os atores Christopher Reeve, Margot Kidder, Gene Hackman e Marlon Brando. Reeve também aparece nos testes que fez para o papel principal. Há imagens de outras atrizes cogitadas para interprestar Lois Lane. Duas cenas não utilizadas em 1978 e nem na versão expandida são exibidas. Uma faixa especial para DVD ROM traz storyboards e trailers. O disco região 1 contêm legendas em inglês, francês, espanhol e português, o que vai garantir, em agosto, o lançamento na região 4, que inclui o Brasil.

Superman – o filme continua sendo uma experiência única e emocionate. Aproveite o novo DVD e confira como se faz, de maneira decente, uma adaptação de histórias em quadrinhos para a tela grande.

PRÊMIOS E INDICAÇÕES:

Academy Awards (Oscar), 1979:
Prêmio Especial de Realização em Efeitos Visuais.
Indicado ao prêmio de Melhor Edição para Stuart Baird.
Indicado ao prêmio de Melhor Trilha Sonora para John Williams.
Indicado ao prêmio de Melhor Som.

Academy of Science Fiction, Horror and Fantasy Films (Saturn) em 1979:
Melhor Design de Produção para John Barry.

British Academy Awards (BAFTA), 1979:
Melhor Revelação para Christopher Reeve.
Indicado para Melhor Fotografia para Geoffrey Unsworth.
Indicado para Melhor Direção de Arte para John Barry.
Indicado para Melhor Som.
Indicado para Melhor Ator Coadjuvante para Gene Hackman.

Golden Globe (Globo de Ouro), 1979:
Indicado para Melhor Trilha Sonora para John Williams.

Grammy Awards (Grammy), 1980:
Melhor Álbum de Trilha Sonora de Filme ou Especial de TV para John Williams.

Hugo Awards, 1979:
Melhor Apresentação Dramática.


Resenha do DVD publicada em omelete.com.br, 21 de maio de 2001


sexta-feira, abril 01, 2011

Panini Comics Brasil publica Superman #100

Caros Editores,


Quero parabenizar a Panini Comics Brasil e seus editores pela marca histórica alcançada na revista Superman nesse mês de março de 2011: 100 edições! Parabéns! Realmente é um fato louvável e raro no mercado brasileiro de quadrinhos.

Foram poucas as revistas nacionais do Homem de Aço que ultrapassaram uma centena de edições. Enquanto nos EUA, a revista Action Comics está atingindo o número 900 nesse mesmo mês e a revista Superman bateu o número 700 em agosto passado, a história no Brasil é um pouco diferente.

A primeira vez que um título nacional do herói atingiu 100 edições foi no longínquo mês de dezembro de 1955 quando a EBAL, do saudoso pioneiro Adolfo Aizen, publicou Superman (1ª Série) #100, republicando histórias originalmente publicadas em Action Comics #196 (setembro de 1954), Adventure Comics #198 (março de 1954) e #193 (outubro de 1953).

A EBAL já publicava o Super-Homem por oito anos ininterruptos, e a distinção das séries se devia ao fato que Aizen havia estipulado que após o número 100, todas suas revistas voltariam ao número 1, para que no prazo de oito anos, qualquer jovem colecionador pudesse completar toda uma série. Dessa forma em sua longa história a EBAL publicou 5 séries da revista Superman, sendo que apenas as três primeiras séries chegariam a 100 números.

Em abril de 1964, a segunda série Superman da EBAL chegaria ao número 100 republicando a história de Three Dooms of Metropolis escrita por Bill Woolfolk e desenhada por Wayne Boring e Stan Kaye, publicada originalmente em Superman #94 (janeiro de 1955).

Já a terceira série teve sua centésima edição em agosto de 1972 republicando as histórias de Action Comics #404 (setembro de 1971). A quarta série chegaria apenas ao número 55 e a quinta série só teria 33 edições. Nenhum dos demais títulos do Homem de Aço que a EBAL ainda publicaria até outubro de 1983, e suas diversas séries, conseguiria atingir a famosa marca centenária, que dirá ultrapassá-la.

O fato só aconteceria 20 anos depois, quando em outubro de 1992, Editora Abril lançava nas bancas nacionais a edição 100 de Super-Homem (1ª Série) com 132 páginas e republicando as histórias publicadas em Superman vol. 2 #41 e #42, Adventures of Superman #464 e #465, Action Comics #651 e #652, narrando o arco The Day of the Krypton Man, produzido pelo formidável grupo composto por Dan Jurgens, Roger Stern, Jerry Ordway, George Pérez, Dennis Janke, Kerry Gamill, Brett Breeding e Art Thibert, originalmente publicado nos EUA pela DC Comics entre março e abril de 1990.

A primeira série do título Super-Homem da Editora Abril seria publicado até o número #147 em setembro de 1996 quando foi zerado para a publicação do arco Zero Hora em Super-Homem (2ª Série) #0.

Vivemos um momento verdadeiramente histórico, a Panini demonstrou que veio para marcar para sempre a história das histórias em quadrinhos no Brasil e particularmente a história nacional do primeiro de todos os super-heróis. Torço que a Panini continue publicando as aventuras do Super-Homem por mais infindáveis edições e que possa bater novas marcas históricas. E que venha o número 200!


Abraços,


Fabio Marques.
fabio.marques@super-homem.com


Carta publicada originalmente na revista Superman #100 pela Panini Comics Brasil em março de 2011.

terça-feira, março 15, 2011

O Super-Homem de JMS


Com menos de seis meses, J. Michael Straczynski deixa o título mensal Superman. Alguns sites, como o Comics Alliance, já chutaram o balde em relação o arco Grounded. De verdade eu ainda aguardo o fim de história e do arco completo para tecer minhas considerações. Como sabemos que Chris Roberson deve continuar escrevendo o arco com a ajuda dos plots do JMS, o melhor é aguardar. JMS provavelmente está mais preocupado agora com sua saúde, motivo dos atrasos de Superman #704 e #705, o roteiro do filme Thor e o novo Superman: Earth One.

Não creio que o Straczynki prejudicou o Super-Homem. Nem em Grounded, que ainda não acabou, e muito menos em Earth One. Só acho que ele perdeu um bela oportunidade. Lhe deram as ferramentas, as melhores que a DC tem, para fazer um grande trabalho. E ele desperdiçou.

Não vou nem comentar o que ele fez com o Homem-Aranha, não li e não leio o Aranha atual. O Aranha pra mim morreu quando o Steve Ditko deixou o personagem. Faz tempo. Ditko era o Aranha, e vice-versa. Diferente da DC, a Marvel foi, na sua origem, uma editora autoral. Quando Kirby e Ditko pararam de produzir o seu melhor para o editor Stan Lee, a Casa das Idéias deixou de existir.

Voltando ao Earth One. A DC, Berganza e Didio, colocaram um artista de boa qualidade para dar vida à origem do Straczynki. Shane Davis não é um Neal Adams, nem de longe, mas também não é o Rob Liefeld. A arte final de Sandra Hope e as cores de Barbara Ciardo impressionam. Todo o tratamento do hardcover impressiona. Eu já vi a DC fazendo coisa mais bem produzida, mas pela pequena bagatela de US$ 19,99 foram poucas nessa qualidade gráfica tão boa. Claramente a DC estava apostando, e ainda está, que Earth One vai abrir o caminho da editora nas livrarias, longe das comic shops, para fazer frente, e que dirá seguir os passos, aos livros da juventude de hoje em dia: Harry Potter, Twilight, Guardians of Ga'Hoole, etc. A DC gastou dinheiro para produzir um produto para um público diferente. Mas como a experiência com Alex Ross e seus tablóides no final dos anos 90 já demonstrou: uma andorinha não faz verão. Que dirá uma andorinha sem qualidade.

Me parece, que o problema de Earth One é o mesmo que Superman Returns. Tem originalidade, tem qualidade, mas apenas na primeira parte da história. No primeiro ato, Straczynki mostra que "PUTA" escritor ele é. O jovem Clark Kent que ele cria é algo de primoroso. Mas quando chega as cenas de confronto e ação, obrigatórias (eu acho), ele se perdeu: Clichês, um vilão tosco, flashbacks mal colocados. Até a arte do Davis está fraca e parada nas cenas de ação...

O segundo ato é todo perdido, de verdade ninguém que conhece o Super-Homem sente o menor suspense no confronto. A Lois, que deveria ser a chave da história (sempre), está totalmente apagada. O Jimmy e o Perry aparecem mais que ela. Já o terceiro ato tenta recuperar um pouco, mas não rola, pois o JMS quis mostrar que sabia escrever como jornalista e nos presenteou um texto super bobo de Clark Kent e outro bobinho de Lois Lane.

O problema maior disso tudo é que com a "mecânica" do sistema de solicitações da Diamond Comics que rege o mercado de quadrinhos americano, essa pequena besteira chamada Earth One vendeu que nem água para o preço e formato apresentado. A DC, e seus novos editores executivos, ficaram maravilhados com a grana que fizeram com a pré-venda. E encomendaram outro Earth One pro JMS, que não é bobo nem nada, correu da dificuldade que é escrever um gibi mensal (que dirá dois gibis mensais, contando com Wonder Woman) para tentar repetir a proeza.

Quanto a Grounded, erraram desde o começo, pagaram pra ele todo o dinheiro do mundo, tanto que economizaram no artista. Me desculpem os brasileiros que curtem Eddy Barrows, mas a arte dele é fraca para um arco dessa pretensão. Claramente a DC o escolheu pois nosso cambio deixa o trampo dele, e de outros, baratinho, e como já estavam gastando os tubos com o salário hollywoodiano do JMS.

Em março de 2010, eu deixei um comentário no The Source sobre a escolha do Barrows:

Fora a baixa de qualidade, tanto ele, quanto JMS, não foram capazes de entregar nem 6 meses de revistas em seqüência. Superman #704 e #706 foram feitas por outros escritores e artistas. Barrows teve que pedir ajuda para completar Superman #705, e sejamos sinceros o trabalho de Wellington Dias e Eber Ferreira nestas edições não é o que se espera para o Homem de Aço. E agora outro escritor vai ter que ficar com o problema, e resolver...

Coitado do Chris Roberson, praticamente todos os reviews sobre Superman #707 clamam a edição como uma das piores edições do Super-Homem em muitos anos. Bom, Superman #707 não é a pior história do Super-Homem de todos os tempos como apregoaram muitos críticos, alias é impressionante como a Internet e os blogs estão criando uma geração tão crítica. Superman #707 talvez seja a pior revista do arco Grounded, que vem numa descendente incrível, e com certeza é a pior história do Super-Homem dos últimos 5 anos.

É ruim pois nem Stracynski e nem Chris Roberson conseguiram entender que o Super-Homem é um personagem de literatura fantástica, de ficção científica, que funciona melhor em parábolas sobre a vida real do que quando escrita como um drama realístico. Denny O'Neil descobriu isso logo quando fez sua reformulação do Super-Homem em 1971. Stracynski deveria saber disso por gostar e conhecer tanto o personagem, e também por ter escrito parábolas lindas em Babylon 5. Chris Roberson ainda é um ilustre desconhecido, não dá pra saber o quanto ele "ajudou" nessa história em particular.

A revista também é ruim por causa da arte dos cearenses Allan Goldman e Eber Ferreira. As cores do terceiro brasileiro, Marcelo Maiolo, estão boas, mas a arte em si é realmente fraca. Parece ter sido feita as pressas. É pior do que todo o trabalho que Eddy Barrows estava fazendo no começo do arco. Realmente parece que a DC resolveu torrar o dinheiro no escritor hollywoodiano e economizou nos artistas.

Mas o que estraga a edição é a falta de capacidade dos escritores em fazer uma história de ambiguidade moral com o Super-Homem. Que falta eu sinto de Elliot S! Maggin, um dos únicos escritores do Super-Homem que conseguiu fazer temas reais funcionar com o Homem de Aço. Teve Jerry Siegel, claro, Buziek, Paul Dini, Mark Millar... Parece que Stracynski e Roberson confundiram o Super-Homem com George Bush, ou pior, com o EUA da atualidade. E o Super-Homem não é um estadunidense. Se eles queriam provocar controversia, que fizesse com qualidade.